Depois de uma forte tempestade, ela viu cores nascerem no céu. Pareciam pontes luminosas costuradas pelas mãos do véu.
Curiosa, resolveu seguir o caminho daquele clarão. Atravessou campos e riachos guiada pela imaginação.
No fim da tarde percebeu que o arco-íris mudava de lugar. Quanto mais tentava alcançá-lo, mais ele gostava de brincar.
Então compreendeu sorrindo: certas belezas não são para prender. Elas existem apenas para ensinar novas formas de viver.
Robson POETA
POEMAS 2006