Capa de Poemas 2006POEMAS 2006021 · 2006

O VIOLEIRO DAS MANHÃS

Todas as manhãs ele surgia na esquina banhada de sol. Trazia um violão nos braços e um sorriso leve como um rouxinol.

As notas corriam pelas ruas, entravam nas casas sem pedir. Misturavam-se ao cheiro do café e ao desejo bonito de sorrir.

Pouco a pouco a vizinhança aprendeu a esperar sua canção. Era como se cada acorde varresse a poeira do coração.

Quando um dia o violeiro partiu, o silêncio tentou ocupar o lugar. Mas as melodias ficaram morando em quem aprendeu a escutar.

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