Todas as manhãs ele surgia na esquina banhada de sol. Trazia um violão nos braços e um sorriso leve como um rouxinol.
As notas corriam pelas ruas, entravam nas casas sem pedir. Misturavam-se ao cheiro do café e ao desejo bonito de sorrir.
Pouco a pouco a vizinhança aprendeu a esperar sua canção. Era como se cada acorde varresse a poeira do coração.
Quando um dia o violeiro partiu, o silêncio tentou ocupar o lugar. Mas as melodias ficaram morando em quem aprendeu a escutar.
Robson POETA
POEMAS 2006