Toda noite um menino observava a lua pousada sobre o quintal. Parecia uma lanterna de prata vigiando o silêncio do local.
Ele contava seus sonhos baixinho, acreditando que ela podia ouvir. Falava dos lugares distantes que ainda queria descobrir.
A lua respondia com brilho, derramando caminhos pelo chão. E o menino guardava aquelas luzes como mapas para a imaginação.
Quando cresceu e seguiu viagem, levou consigo aquela visão: quem aprende a conversar com a lua nunca perde a direção.
Robson POETA
POEMAS 2006