Capa de Poemas 2006POEMAS 2006016 · 2006

JANELA DE ESTRELAS

Toda noite uma senhora sentava junto à antiga janela azul. Observava estrelas distantes brilhando sobre o céu do sul.

Enquanto costurava lembranças, recordava pessoas queridas. Cada estrela parecia guardar fragmentos de outras vidas.

Os anos passaram tranquilos, como barcos sobre o mar. Mas ela jamais deixou de conversar com o brilho daquele lugar.

E quando fechava a cortina, levava consigo a sensação de que o universo inteiro cabe dentro de uma recordação.

Monograma RPRobson POETA