Toda noite uma senhora sentava junto à antiga janela azul. Observava estrelas distantes brilhando sobre o céu do sul.
Enquanto costurava lembranças, recordava pessoas queridas. Cada estrela parecia guardar fragmentos de outras vidas.
Os anos passaram tranquilos, como barcos sobre o mar. Mas ela jamais deixou de conversar com o brilho daquele lugar.
E quando fechava a cortina, levava consigo a sensação de que o universo inteiro cabe dentro de uma recordação.
Robson POETA
POEMAS 2006