Havia um velho violão dormindo na varanda, esquecido pelo tempo sob a luz do verão. Mas uma tarde o vento acordou suas memórias, e a madeira voltou a pulsar como coração.
As cordas reencontraram melodias antigas, cantigas que moravam nas esquinas da cidade. Cada nota libertava um pedaço da saudade, cada acorde devolvia caminhos à felicidade.
Logo vieram crianças, amigos e vizinhos, trazendo suas vozes para perto do luar. A canção cresceu bonita como rio em movimento, misturando esperança com vontade de cantar.
Quando a madrugada abriu suas portas de silêncio, ninguém desejava ver aquele encanto partir. Porque algumas músicas permanecem para sempre, mesmo depois que o último acorde deixa de existir.
Robson POETA
POEMAS 2006