Uma menina sonhava alcançar as estrelas, todas as noites olhava o céu da mesma janela. Guardava perguntas antigas dentro dos bolsos e acreditava que havia respostas dentro delas.
Os anos caminharam como barcos sobre as águas, e a menina cresceu sem abandonar a emoção. Continuou conversando com as luzes da distância, continuou alimentando universos na imaginação.
Numa noite serena percebeu algo curioso: as estrelas pareciam mais próximas do chão. Brilhavam nos sorrisos, nos encontros, nos afetos, escondidas em cada gesto simples de atenção.
Então compreendeu aquilo que buscava há tanto: o céu sempre morou dentro da vida comum. E voltou para casa carregando constelações que jamais se apagam quando nasce o amor.
Robson POETA
POEMAS 2006