A paz nasceu pequena no quintal da manhã, sentada entre o canto de um pássaro e uma flor. Ninguém notou seu passo chegando tão discreto, ninguém ouviu seu nome atravessando o calor.
Ela entrou nas janelas das casas mais cansadas, tocou as velhas mesas, visitou cada lar. Fez morada nos abraços esquecidos pelo tempo e ensinou corações novamente a respirar.
Quando a noite desceu carregando preocupações, a paz permaneceu feito uma vela no escuro. Protegendo os sonhos frágeis dos que acreditavam que ainda existe beleza esperando no futuro.
Ao amanhecer seguinte já não estava sozinha. Milhares de pessoas aprenderam sua canção. E a cidade inteira floresceu mais colorida, porque a paz encontrou espaço em cada coração.
Robson POETA
POEMAS 2006