Ligava espaços diferentes dentro da mesma casa, recebendo passos apressados e momentos sem causa.
Conhecia os hábitos de todos, a rotina e a mudança, guardando ecos de conversas e lembranças.
Embora ninguém reparasse, participava da história inteira, como uma ponte silenciosa entre uma porta e outra cadeira.
E continuava cumprindo sua função verdadeira.
Robson POETA
POEMAS 2005