No fundo de uma gaveta antiga, entre papéis amarelados, repousava um pequeno objeto pelos anos abandonado.
Já não lembravam sua origem, nem qual porta costumava abrir, mas sua presença parecia recusar-se a partir.
Talvez porque certas coisas guardem mais do que função, carregando fragmentos inteiros de uma antiga estação.
E mesmo sem abrir fechaduras, continuava revelando caminhos para dentro da recordação.
Robson POETA
POEMAS 2005