As poças guardavam pedaços do céu recém-lavado, espalhando pequenos espelhos pelo caminho molhado.
O movimento retornava devagar, como quem desperta de um sonho, reorganizando passos e destinos sobre o concreto risonho.
Algumas nuvens ainda vagavam sem rumo pela paisagem, enquanto o vento recolhia os restos da viagem.
E havia uma estranha sensação de recomeço silencioso, como se tudo tivesse recebido um novo significado.
Robson POETA
POEMAS 2005