Beba do meu leite
Seca meu peito
E se alimenta de mim
Seus olhos famintos querem meu leite negro
Puxa com força, minha filha
Que lhe dou carinho!
Meus braços é a banheira que lhe lava
Manche a camisa com a sobra do meu leite,
Mas você jamais manchará a bandeira da Angola
Com o nosso próprio sangue!
Esse corpo que sai do meu ventre
E vem direto pros meus seios, me sugar
É de uma guerreira...
Seus suspiros que me geme
Seus dedos já nascem apontados para o trono.
Morte e vida
Zambi lhe deu várias.
Cresça minha filha
Reina nessa terra
E faz dela uma história de menina!
Robson POETA
POEMAS 2003