Capa de Poemas 2003POEMAS 2003091 · 2003

Sonhos sem endereços

Hoje eu acordei debaixo de chuva

Meu lençol “tava” encharcado de suor

Mesmo assim não queria acordar

As gotas d’água pingavam no telhado

E o meu sonho tornava-se gostoso

Minha cama bem quentinha com o calor do meu corpo

O meu travesseiro o cheiro do meu rosto

Esticava o lençol para me cobrir

Levava a mão no corpo pra dormir

Relâmpagos e trovões pra que bons sonhos pudessem vim

Mas vi você mentir! Logo pra mim!

Na minha cama molhada os pingos de flores

Lembrei da paz e dormir...

Olhem o que eles fazem!

Sonhei e acordei no pesadelo

Abrir os olhos com tiroteio

Bombas relógios e uma corda no meu pescoço

Não era nada disso

Era apenas um sonho

Mas o mundo continua sempre o mesmo

Até os sonhos não têm endereços!

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