Capa de Poemas 2003POEMAS 2003086 · 2003

Silêncio do pensamento

O silêncio invade meu pensamento

E transforma o meu corpo

Em uma baliza sem limites

E quatro paredes invade n’um nada

Cheios de espaço

Os quadros transformam-se em relíquias imaginárias

E o fruto brota pela última vez

Uma árvore

A cada manhã o sol ilumina a lua

E a lua a se intimidar com o silêncio

O silêncio grita pela voz

E as vielas são miragens

Os olhos não vêem o silêncio

Mas ler os lábios adormecidos

Os pássaros cansaram de assobiar

E as rosas murcharam

Os quadros em vez de terem luz

Ficaram sombrios

E os homens mudos!

As janelas do corpo abstrato

Por fim se fecharam

E os olhos se calaram!

O silêncio era eu, eram eles, éramos nós, sem fim...

Era o calor do corpo sem movimentos

Transformado no luar do interior!

Monograma RPRobson POETA