O silêncio invade meu pensamento
E transforma o meu corpo
Em uma baliza sem limites
E quatro paredes invade n’um nada
Cheios de espaço
Os quadros transformam-se em relíquias imaginárias
E o fruto brota pela última vez
Uma árvore
A cada manhã o sol ilumina a lua
E a lua a se intimidar com o silêncio
O silêncio grita pela voz
E as vielas são miragens
Os olhos não vêem o silêncio
Mas ler os lábios adormecidos
Os pássaros cansaram de assobiar
E as rosas murcharam
Os quadros em vez de terem luz
Ficaram sombrios
E os homens mudos!
As janelas do corpo abstrato
Por fim se fecharam
E os olhos se calaram!
O silêncio era eu, eram eles, éramos nós, sem fim...
Era o calor do corpo sem movimentos
Transformado no luar do interior!
Robson POETA
POEMAS 2003