Tempos, tempos de infância
Tempos de acordar
E olhar no espelho de uma ampulheta
E ver ruas, videogames e super-heróis
Tempos de se jogar no mundo rebelde
E aprender os segredos da vida
Tempo malandro
Que passa rastejando pela alma
Como as nuvens que se transformam no imaginário
Será que o tempo é imaginário?
Será que o tempo é a morte?
Não, não há de ser!
Acho que o tempo é o crescimento
Da segunda vida
Que é a vida que não morre!
Acho também que o tempo
São nossas vidas
Diante do corpo vivo
Diante dos dias e noites
Da bola do mundo!
O tempo quando se é criança
Congela!
E o mundo gira lento
Enquanto uma tartaruga
Já deu nove voltas no planeta
Para desovar!
Acho que o mundo não tem tempo
Nem o tempo tem mundo
O adulto que tem medo do tempo
E a criança nem aí!
E é disso que o tempo tem medo!
Robson POETA
POEMAS 2003