Olhando-me em molduras
De quadros ou espelhos
Vejo um novo ser
Talvez deserdado da vida,
Do mundo
Ou talvez tenha nascido outra vez!
Olhando-me em 10x 20 da janela do mundo
Vejo fodas gostosas
Vejo barrigas em prosas
Feridas leprosas!
Mas este mundo não parece-me atual!
Olho de novo por outro buraco
Vejo flores nascerem do asfalto
Vejo homens se abraçando
Sem fatos
Mas parece que por de trás disso
Há uma máscara
Máscara que os seres puseram
Para construir passados!
Entretanto parece que está máscara já está batida,
Ferida sem cicatrizar!
Aí, pum!
O mundo vira mundo
Mas por que agora?
Tomamos na cara?
Nos conscientizamos?
Não!!
Fizeram uma lavagem cerebral!!!
E daquele mundo,
Que era mundinho e que tornou-se mundão
Só restou um
Que todos devoraram!
Robson POETA
POEMAS 2003