Filha de índios
Lá do Ubaitaba
Onde cresceu, viveu e correu
De onças pintadas...
Creusa Maria, mãe divina
Que sofreu para nos proteger
E luta até hoje para nos ver bonitos.
Mãe, mãe que tenho orgulho de tê-la
Mãe que desceu e subiu ladeira
Para matar fome, que de vez em quando nem era nossa.
Mãe do mundo, leiteira e doadora
Mãe de filhos malucos pela vida da arte
Sempre pegando no pé, mesmo estando barbado.
Mãe Creusa, que sempre faz um bom feijão
Dá cascudos em nossas cabeças quando estamos sem razão
Mãe frágil, de bom coração...
Como veio parar em Salvador, não sei!
Sei que quando nos teve
Já mais iríamos pensar
Que teríamos boas risadas...
Robson POETA
POEMAS 2003