Sentado defronte para lua
Pude perceber
Que o meu corpo era um mundo
E alma que pena no corpo
Divide-se em nevascas caída do mundo azul
A lua se transforma a cada estação
Que o corpo é transformado.
O corpo pode ser a lua cheia ou mingüante
E o cérebro nova ou crescente
As mulheres são todas as estações da lua...
Elas se transformam a cada lua
E quando a lua for a mais bela
As mulheres estão mais soltas...
Os olhos se obcecam com a luz da lua
E tentam copiá-la a cada estação.
Os orixás se deleitam da lua
Se banham da lua, comem a lua
E morrem pela lua Oxossi!
O eu, admira os estados da lua
Tenta reproduzir os quadros da lua
Mas é impossível, porque é ínvio.
O mar, reflete a lua
Mas não consegue reproduzi-la
Nem o sol, que é o irmão
Não consegue clarear a noite tão romântica
Quanto sua irmã.
A lua é o mistério que só ela sabe decifrar
De tão linda que é!
Robson POETA
POEMAS 2003