O cheiro do teu corpo
Alimenta a luz da lua
Alimenta a sombra do meu rosto
O teu cheiro forte e lento
Fez de caso os meus olhos
Que não tem cheiro!
Mas o cheiro do teu cheiro
Abrigou–os nos meus braços
E de longe ficou perto
De tão surdo ficou mudo
E o teu cheiro ainda procura o meu cheiro
Onde não há rastro
Onde o meu cheiro é fugaz
E o cheiro do teu cheiro
Pichava no meu cheiro
Os teus restos mortais!
Robson POETA
POEMAS 2003