Capa de Poemas 2003POEMAS 2003008 · 2003

A rua de trás

Todos querem me ver mal

Se arrumo minha casa

Tudo se transforma em caos

E o meu vizinho do lado

Pensa que sou imortal

Se abro a janela de meu quarto

Me rumam um pedaço de pau

Não “güento” mais esse marginal

Come a minha mulher

E diz que não fez por mal

Logo cedo a mãe de vinte filhos

Pensa que sou mercado

E vem me pedir mingau

Já não suporto mais esses caras de pau

E quando falo, acham que sou banal

Fazer o quê se onde moro

Não tem quintal

E as guerras dos balões

Vem parar no meu ramal!

Está é a rua de trás

Onde todos pensam que sou do mal

Mas sou apenas um vizinho

Que acha o outro anormal!

Monograma RPRobson POETA