“Anjos são amor em movimentos”
Cujo copo desencadeou-se no silêncio
E a alma a penar-se pela outrora enigmática...
Os olhos dos anjos
São como brasas
De uma fogueira em chamas
Que reacende a luz da lua...
Anjos não se molham na chuva
Mas se banham no brilho da brisa
Como um pássaro distinto em movimento!
Onde a flor desabrocha a paz...
Os meus cabelos crescem como o de Ariel
Como a mãe árvore que cresce
A cada instante sem parar
Brotando apenas um fruto
Para satisfazer vontades
As quais anjos não têm...
A sombra das paredes fazia a modelagem
Do corpo sem vida
E a alma da parede trasbordava
No corpo dos anjos sem corpo
Iluminando e iludindo todo o meu ser
Num piscar de olhos
Como um nada dentro dum tudo...
Anjos, anjos que cantam
Encantam o final da vida
E desmontam um ar que ruí
A maldade
Dentro da vida viva!
Robson POETA
POEMAS 2003