Debaixo do barulho dos ônibus,
morava um coro invisível.
Os passarinhos costuravam manhãs
entre fios elétricos
e antenas cansadas.
A cidade fingia não ouvir.
Mas acordava por causa deles.
Robson POETADebaixo do barulho dos ônibus,
morava um coro invisível.
Os passarinhos costuravam manhãs
entre fios elétricos
e antenas cansadas.
A cidade fingia não ouvir.
Mas acordava por causa deles.
Robson POETA