Ontem eu era pequeno
O longe era distante
E o perto era constante
O horizonte era imenso
E eu era um ponto em sua volta
Com a minha jangada remava
Até encontrar uma forma.
Ventos que me guiavam
Tempestade que me enfureciam
Sol que me acalmava
Até chegar onde queria
Ao longe não entendia
O que era aquilo
O que era ali
Só sei que me prenderam
Até falar de mim
Mas não me entenderam
E nem me explicaram
O que eu ia fazer aqui
Me trataram como um rei
Me deram cinturão
Até pensei que era o valentão!
Me deram comidas
Me trataram como irmão
Cheguei até me render
No final de tudo,
Eles queriam me comer!!
Palavra d’um poeta
No dia que minhas palavras
Não forem para todos
Paro de escrever!
No dia que não entenderem
Meus Pensamentos
Como se fossem os seus
É porque vou morrer!
Palavras nuas
Voltado numa lua
Observando suas palavras nuas
Como poesia
Em forma de ar
“Eu não moro mais em mim”
Perco tudo
Mas acho as areias do mar
E sinto o gosto do beijo
Sem demorar
Estou há milhares de anos
Milhares de vidas
Milhares de gentes
Do que será que não gosto?
De poemas?
De versos?
Ou do inferno?
Gosto dos teus lábios
Que tem gosto de vontade
Que me seca de desejo
Que me faz delirar
“Como esse rosto
Que eu gosto
Que é só meu”
Quando Deus te deu
Esse dom das dores
Das tristezas, das alegrias
Da firmeza e da poesia
Robson POETA
POEMAS 2000