O vento leva a minha vida
Para suas dimensões
Deixando apenas as cicatrizes do tempo...
A escuridão é como se fosse inextinguível
Erigida pelas efígies da lua
Plasmando as feridas da vida...
Os olhos antever a sombra
Levada pelo vento
A boca cala-se perenemente
E os pensamentos tornam-se
A rádio humana
Tentando entender as feridas do tempo...
A alma é de fato portento
Quando o vento abraça a vida
Levando-as para suas trevas
E o corpo observa lentamente
O estilo vetusto
Perante as feridas cicatrizadas do tempo.
Robson POETA
POEMAS 2000