Negro culto do Candomblé
Onde teu Santo irradia a luz do Olorum
E os teus olhos santos
Te chamam pelo nome
Te chamam pela cor, que tu és!
O teu sangue negreiro
É misturado com o de Ogum
E a minha mãe, a mãe d’água
Vem te cortejar
Porque tu és forte
E tua crença jamais te deixará na mão
Como amigos que dizem que são!
As rosas que nascem no mar
Brotam o Daniel do Rosário
E o guerreiro que há dentro de ti
Se revela a cada ato
Que teu sobrenome é citado
Dentro duma caixa
Que é o mundo!
Os astros do céu
Olham para ti e veem o Ogan
Veem a força que tem o seu ori
E quando oxalá vier te chamar
Foi a mando de Iemanjá
Que gosta tanto ti
Como o resto do mundo!
Robson POETA
POEMAS 2000