Nuvens cinzentas que cobrem torres
De energia
Cujo céu molha o sertão
Onde não sentimos fome de coisas
Coisas que andam e desandam
Em cima de coisas repetidas
Folhas em brancos
Desenha as cores que jamais pensamos
Pássaros que voam
Pássaros que ficam em extinção
Onde os extintos matam
E o vento leva o espirito para longe
Onde não possa vagar
Como os lençóis brancos da noite
No qual sangue que fora extinto
Jamais será sangue honrado
Será sangue procurado!
Robson POETA
POEMAS 2000