Tua pele vestida de outra pele
Cuja cor é vermelha
Cuja pele não é tua
É de outro ser que tem vida
Agora não tem
Sua vida sente frio
E estar coberta pelo relento
Esta pele caçada
E arrancada sem pena
São coloridas
Pele esta que tornou-se casaco
E o outro corpo morreu de frio
Pena vermelha
Que cobre o teu corpo
E alimenta a minha alma
Da usura humana
Parece ter o dom da maldade
Parece não ter medo da própria monstruosidade
De ser o próprio caçador de teu corpo
E arrancar a própria alma
Que jamais irá para o infinito azul
Jamais terá cor!
Se houver desgosto do teu próprio corpo
E sua face que foras vermelha
Jamais serás coberta por uma pena vermelha!
Robson POETA
POEMAS 2000