A morte é uma vida distinta
Que no além é vivida
Por sua própria morte
A morte é o sono profundo
Sem sonhos
A morte é o transporte d’alma
Para o infinito prometido
Que você jamais viu vivo
A morte é o mistério do obscuro
Ou a pior coisa do mundo
A morte é para sempre?
Ou para agora?
A morte tem cara
Anda, come, bebe e dorme
Como um vivo alucinado
Ou talvez seja só descanso
Férias do corpo
Para depois se regenerar
E voltar à ativa
Disseram que já viram mortos voltando antes das férias
Dizem que é saudades do trabalho carnal
Eu mesmo se ver, me suicido de susto
- Deus é pai, um vivo morre
Depois vive, sai pra lá assombração!
A morte deve ser o caminho
Da liberdade, o caminho da reflexão humana
Sem julgamento, quer dizer
Com alguns exames
Se passar volta a vida,
Se não fica dormido...
Robson POETA
POEMAS 2000