Capa de Poemas 2000POEMAS 2000022 · 2000

Drummond

Lendo e relendo as ilustres palavras de Drummond

Lembro-me do passado

Cujo não estava presente...

Os poemas satíricos que esse homem ainda relata

É interpretado por vários homens que lhe possuem

Levando ao presente o passado de Drummond...

Poemas vivos, contos vivos

Alma viva, corpo morto,

Porém vagando em nossos cérebros

Alimentado pelo caso do vestido...

De mãos dadas abracemos todos esses poemas de sete faces

Dominada na infância de quem hoje é adulto

E também de quem já foi brasileiro...

Com sua lanterna mágica clareou políticas

Achando o meio do caminho

Além de encontrarmos a cidadezinha qualquer de Drummond

Elevadas por poetas patéticos, inocentes do Leblón, José e o elefante...

E com o desaparecimento de Luisa Porto

Foi-se a morte do leiteiro, a morte do avião, a morte das casas de Ouro Preto...

E consolaram-nos na praia com o rapto dos versos à boca da noite...

Mesmo contudo isso não nos esquecemos de um varão que acaba de nascer

Das quadrilhas e outros...

Essa é a minha lembrança do mundo antigo

Em que eu queria poder viver lá

Porque meus ombros não suportam mais o mundo atual

O mundo é grande diante da castidade e do sentimento do mundo de Drummond...

Esse sim é o congresso nacional do medo

Onde vejo menino chorando na noite,

Canção da moça-fantasma de Belo Horizonte,

Confidência de Itabirano,

E as minhas e nossas namoradas mineiras.

Essas são as sociedades de Drummond

Nas quais essas, encerro por hoje...

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