Lendo e relendo as ilustres palavras de Drummond
Lembro-me do passado
Cujo não estava presente...
Os poemas satíricos que esse homem ainda relata
É interpretado por vários homens que lhe possuem
Levando ao presente o passado de Drummond...
Poemas vivos, contos vivos
Alma viva, corpo morto,
Porém vagando em nossos cérebros
Alimentado pelo caso do vestido...
De mãos dadas abracemos todos esses poemas de sete faces
Dominada na infância de quem hoje é adulto
E também de quem já foi brasileiro...
Com sua lanterna mágica clareou políticas
Achando o meio do caminho
Além de encontrarmos a cidadezinha qualquer de Drummond
Elevadas por poetas patéticos, inocentes do Leblón, José e o elefante...
E com o desaparecimento de Luisa Porto
Foi-se a morte do leiteiro, a morte do avião, a morte das casas de Ouro Preto...
E consolaram-nos na praia com o rapto dos versos à boca da noite...
Mesmo contudo isso não nos esquecemos de um varão que acaba de nascer
Das quadrilhas e outros...
Essa é a minha lembrança do mundo antigo
Em que eu queria poder viver lá
Porque meus ombros não suportam mais o mundo atual
O mundo é grande diante da castidade e do sentimento do mundo de Drummond...
Esse sim é o congresso nacional do medo
Onde vejo menino chorando na noite,
Canção da moça-fantasma de Belo Horizonte,
Confidência de Itabirano,
E as minhas e nossas namoradas mineiras.
Essas são as sociedades de Drummond
Nas quais essas, encerro por hoje...
Robson POETA
POEMAS 2000