Todos querem me ver mal
Se arrumo minha casa
Tudo se transforma em caos
E o meu vizinho do lado
Pensa que sou imortal
Se abro a janela de meu quarto
Me rumam um pedaço de pau
Não “güento” mais esse marginal
Come a minha mulher
E diz que não fez por mal
Logo cedo a mãe de vinte filhos
Pensa que sou mercado
E vem me pedir mingau
Já não suporto mais esses caras de pau
E quando falo, acham que sou banal
Fazer o quê se onde moro
Não tem quintal
E as guerras dos balões
Vem parar no meu ramal!
Está é a rua de trás
Onde todos pensam que sou do mal
Mas sou apenas um vizinho
Que acha o outro anormal!
Robson POETA
POEMAS 2000