A Fábula do Homem e o Mundo
Robson Poeta
Era uma vez o Mundo. Ele era jovem, redondo e cheio de cores. Tinha rios que cantavam, árvores que dançavam ao vento e estrelas que o embalavam à noite.
Um dia, o Mundo sonhou. E desse sonho nasceu o Homem.
O Homem abriu os olhos e viu o céu. Sorriu, pois sabia que tinha recebido um presente. O Mundo lhe disse: — Dou-te a terra para plantar, a água para beber e o fogo para te aquecer.
O Homem agradeceu. Mas logo quis mais. Construiu casas, cidades e máquinas. O Mundo suspirava, cansado, mas continuava dando.
O tempo passou. O Homem aprendeu a escrever, a viajar, a falar com as estrelas. E perguntou ao Mundo: — O que eu devo deixar para ti, que tanto me deste?
O Mundo respondeu, com voz profunda como trovão e doce como o mar: — Deixa-me o teu cuidado. Não preciso de ouro, nem de muros, nem de guerras. Preciso que me devolvas amor, para que outras crianças também possam nascer e sonhar.
O Homem, então, pensou. Descobriu que não era dono do Mundo, mas guardião. E percebeu que, quando tudo termina, não levamos nada… Apenas deixamos pegadas.
Algumas pegadas ferem. Outras florescem.
E assim o Mundo e o Homem continuam dançando: um dá vida, o outro deixa memória. E ambos sabem que a história só é bonita quando é escrita juntos.
Moral da fábula: O mundo nos oferece tudo para viver. O que deixamos para ele — cuidado, respeito e amor — é o que garante que outros também possam viver e sonhar.
