
A Bailarina e a Lua Sapatilha
Uma bailarina sonha dançar tão alto que possa tocar a lua — e transforma coragem e movimento em constelação.
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- Texto confirmado
- Registro
- A protocolar
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- Fábula
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A Bailarina e a Lua Sapatilha
Era uma vez uma bailarina que vivia apaixonada pelas estrelas. Toda noite, ela subia no topo de uma colina para dançar sob o céu. Girava com tanta graça que o vento parava para assistir, e até as estrelas piscavam mais forte, encantadas com o seu bailado.
Mas a bailarina tinha um sonho: queria dançar tão alto que pudesse tocar a lua. “Se eu rodopiar o bastante”, pensava ela, “talvez o céu me aceite como uma de suas luzes.”
Então dançou… Rodopiou uma vez, duas, mil vezes — e cada giro deixava um rastro de brilho, como um cometa riscando o firmamento. Sua saia virou névoa luminosa, seu corpo, pura luz. Até que, num último giro cheio de amor e coragem, ela subiu aos céus e se transformou em uma estrela.
A lua, emocionada com tamanha beleza, quis homenagear a bailarina. E naquela noite, moldou-se em forma de sapatilha dourada, para que, todas as vezes que as estrelas brilhassem, parecessem passos leves de dança no escuro do universo.
Desde então, quando olhas para o céu e vês uma estrela cadente cruzar a noite, lembra-te: é a bailarina voltando a rodopiar, saudando a lua-sapatilha com mais um passo de luz.
Moral da fábula:
Quem dança com o coração pode transformar sonhos em constelações — basta coragem para girar até o fim.
